atividades em detrimento de outras, a exemplo do café e do algodão. Contudo, os vários entrevistados falam de uma Simão Dias próspera e produtiva num passado não muito distante, e se referem à atual como decadente. Os mesmos responsabilizam os dirigentes políticos por essa decadência. Analisar como as administrações contribuíram para esse processo é uma das metas desse trabalho.
Este trabalho visa também analisar o crescimento do populismo e a decadência do poder de mando. Para compreender o domínio oligárquico, as práticas coronelistas e o nascimento do populismo, utilizo como fundamentação teórica obras de historiadores e cientistas políticos.
Dentro dessa temática, vários autores brasileiros analisaram com bastante profundidade os aspectos políticos, econômicos e sociais, que explicam o domínio das oligarquias com advento da República. Trata-se do fenômeno conhecido como coronelismo que, até os dias de hoje, apresenta fortes resquícios que acabam por configurar a política local dos pequenos municípios do interior do Brasil. Dentre os vários pesquisadores que estudaram o coronelismo, como: Victor Nunes Leal, Maria Isaura Pereira Queiroz, José de Souza Martins, entre outros, destaco o historiador e cientista político sergipano José lbarê Costa Dantas, que traz em suas obras; “Os partidos políticos em Sergipe 1889-1964”, “Á Revolução de 1930 em Sergipe”, “Coronelismo e Dominação”, e a “Tutela Militar 1964 -1984”, uma grande contribuição para aqueles que, assim como eu, querem compreender a política sergipana.
O pesquisador Ibarê Dantas traz em suas obras uma defesa que suscita polêmica entre os historiadores: a extrapolação do período correspondente ao coronelismo além da República Velha. Em seu livro “Coronelismo e Dominação”, Dantas rebate a linha teórica de Victor Nunes Leal, defendida em “Coronelismo, enxada e voto”. Enquanto este defende que o coronelismo é ...