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Por que os portugueses usaram de
violência contra os índios, antes da colonização?
Luiz Antonio de Brito organizou
uma expedição, em 1575, para explorar a margem norte do Rio
Real. Os índios se sentiram ofendidos devido a invasão de
soldados nas roças indígenas, bem como, ao rapto de mulheres. O
resultado foi a expulsão dos jesuítas e a resistência à ocupação
portuguesa. Ao se aproximar da aldeia Santo Inácio, os índios
locais se puseram em fuga. Esse fato foi tido como um ato hostil
pelos portugueses, resultando numa ocupação violenta do
território sergipano. Resultado, várias aldeias foram atacadas,
provocando a morte do Cacique Surubi, o aprisionamento do
Cacique Serigi e a fuga de Aperipê.

Como se deu a colonização de
Sergipe?
Como pretexto de guerra aos
índios, em 1589, Cristóvão de Barros comandou uma tropa de 5.000
homens e conquistou o território ao norte do Rio Real. Em
dezembro de 1589 ocupou a foz do Rio Real. Após os confrontos o
saldo foram 2.400 mortos e 4.000 índios escravizados. Em
seguida, as tribos ao norte foram atacadas e destruídas. Em
janeiro de 1590, Cristóvão de Barros, fundou São Cristóvão, a
primeira povoação portuguesa no território sergipano.
Considerada a quarta povoação mais antiga do Brasil, São
Cristóvão foi a princípio localizada no litoral próximo a foz do
rio Poxim, acima da foz do Vasa-
Barris, onde hoje está Aracaju. Essa povoação serviu como base
das tropas portuguesas, e tinha como edificações; uma igreja,
presídio e arsenal de armas. Posteriormente essa povoação será
abandonada por ser vulnerável a ataques pelo litoral. A atual
cidade de São Cristóvão está localizada numa colina próxima ao
Rio Vaza-Barris. O distanciamento do litoral visava proteger a
cidade de ataques de piratas franceses.
Como foi o processo de ocupação?
A capitania de Sergipe tornou-se
estratégica devido a localização entre as Capitanias da
Pernambuco e da Bahia. Por esse motivo a guerra justa contra os
índios foi autorizada pela coroa portuguesa. A capitania
sergipana tornou-se zona de passagem entre as duas capitanias
mais prósperas do nordeste. Logo após a conquista do território
e destruição dos aldeamentos indígenas, foram distribuídas
sesmarias visando à ocupação do território. As primeiras
sesmarias se dedicavam a criação de gado, animais de carga e
alguns engenhos de pequeno porte.

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