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Por que a criação de gado foi a
principal atividade no processo de colonização de Sergipe?
Felisbelo Freire, o primeiro
historiador de Sergipe, ao analisar o processo de colonização de
Sergipe já argumentava “O sergipano antes de ser agricultor foi
pastor”, pois antes mesmo de Sergipe ser colonizado, fazendeiros
baianos já aproveitavam as águas do Rio Real para matar a sede
do gado e criar rebanhos nas imediações do mesmo. Com a ocupação
do território, a capitania foi aproveitada para criação de gado,
se valendo dos rios na região, fornecendo carne bovina e animais
de carga para as capitanias vizinhas. Isso permitia que as
capitanias da Bahia e Pernambuco, se dedicassem prioritariamente
a produção canavieira.
O nome de muitas cidades
sergipanas revelam a importância da pecuária na sua origem:
Campos Novos do Rio Real (atual Tobias Barreto), Malhador,
Curral das Pedras (atual Gararu), Campo do Brito, bem como,
outras povoações que tem sua origem relacionada com a pecuária,
a exemplo de; Simão Dias, Nossa Senhora da Glória, Porta da
Folha, Aquidabã e Riachão do Dantas.
Que conseqüências a opção pela
pecuária trouxe para a colonização de Sergipe?
As primeiras sesmarias a
princípio foram dadas aos soldados de Cristóvão de Barros, mas
também, havia distribuições de lotes de grande porte para
famílias mais abastadas da capitania baiana. Logo, o latifúndio
e a concentração de terras é resultado desse processo, o que tem
resquícios até hoje. No entanto, vale ressaltar que a pecuária
ao contrário da produção canavieira não exigia grande quantidade
de mão-de-obra escrava, logo, grande parte do território
sergipano teve uma ocupação mais democrática e menos
hierarquizada.
Quem foi Belchior Dias Moréia?

Belchior Dias Moréia era um
proprietário de terras proprietário da fazenda “Jabiberi”, no
atual município de Tobias Barreto que organizou entradas no
território sergipano a procura de metais e pedras preciosas.
Tornou-se um dos personagens mais emblemáticos do período
colonial, por ter afirmado teria encontrado ouro e prata na
Serra de Itabaiana, em 1619. Como a Coroa Portuguesa ansiava por
descoberta de metais preciosos em sua colônia, a notícia logo se
espalhou e Belchior Dias ganhou notoriedade. Pressionado pelas
autoridades portuguesas recusou dar a localização das minas o
que o levou a prisão. Morreu em 1622 sem revelar o segredo.
Após outras expedições portuguesas, as autoridades consideram o
episódio uma farsa de Belchior Dias Moréia, visto que, não
encontraram a ditas minas de prata e ouro.
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