Origem: Wikipédia, a enciclopédia
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A História Antiga é um domínio de
estudos que se estende desde o aparecimento da
escrita cuneiforme (cerca de 4.000 a.C.) até
a tomada do
Império Romano do Ocidente pelos povos
bárbaros (476 d.C.).
Civilização
Hebraica
-
Origens
As origens mais remotas do povo hebreu
(israelita) ainda são desconhecidas. A Bíblia
Sagrada continua sendo a principal fonte para os
estudos desse povo. As origens começaram com
Abraão, chefe de uma tribo de pastores
seminômades que, aconselhado por Deus, deixou a
cidade de Ur na Mesopotâmia, próxima às margens
do rio Eufrates, dirigiu-se para Haran e depois
foi se estabelecer na terra de Canaã, na costa
oriental do Mediterrâneo (atual Israel).
Essa migração teve um caráter religioso e
durou muito tempo até chegarem à terra prometida
por Deus.
Abraão, ao contrário dos outros homens da
época, acreditava num único Deus, criador do
mundo, invisível e que lhe tinha ordenado partir
para Canaã. Como prêmio por essa obediência e
por sua fé, ele recebeu de Deus a promessa de
que sua família seria a origem de um povo
destinado a possuir a terra de Canaã, onde
segundo a Bíblia, manava leite e mel. Essa
promessa foi renovada a seu filho Isaac e
posteriormente a Jacó (neto de Abraão), que
recebeu de um anjo o nome de Israel, que
significa “o forte de Deus”. Mas a conquista
definitiva de Canaã só vai se tornar realidade
mais tarde, no século XIII a.C., quando Moisés
sai do Egito e conduz todo o povo hebreu para a
Terra Prometida, em 1250 a.C.
Patriarcas
Chamam-se patriarcas os três primeiros chefes
do povo israelita: Abraão, Isaac e Jacó. O
primeiro vivia em Ur, na Mesopotâmia. Deus lhe
ordena partir para Canaã e lhe promete que sua
descendência terá um destino extraordinário.
Abraão parte e se estabelece na terra Canaã com
sua família. Depois que Abraão morreu,
sucede-lhe o filho Isaac e em seguida vem Jacó,
filho de Isaac.
Jacó tem doze filhos, que vão dar origem às
doze tribos de Israel, José, o mais novo deles,
é o protegido dos pais. Os irmãos o invejam a
tal ponto que o vendem como escravo para
mercadores do Egito. No Egito, José vai
trabalhar na corte do faraó. Depois de muitas
aventuras ele se torna o primeiro-ministro.
Nesse tempo, sobrevém uma grande fome em Israel
e José consegue que sua família se estabeleça no
Egito.
Moisés
Os hebreus viveram pacificamente no Egito por
gerações. Mas um faraó se inquietou devido ao
aumento populacional e poder: decide os tornar
escravos e manda matar todos os meninos
recém-nascidos. Ora, nessa época nasce, numa
família israelita, o pequeno Moisés. Para
salva-lo sua mãe o acomodou numa pequena cesta
de papiro e o escondeu entre os caniços do rio
Nilo. O bebê foi recolhido pela filha do faraó
Ptira e educado na corte. Ao se tornar adulto,
Moisés fica revoltado com a miséria do seu povo,
e para salvar seu irmão Aarão, mata um egípcio e
por causa disso foge para Madiã. Lá conhece
Séfora a filha do sacerdote Jetro de Madiã e
casa-se com ela e passa a ser pastor no deserto
do Sinai. Ali, Deus se revela a ele e lhe faz
uma dupla promessa: libertará os israelitas da
escravidão e lhe dará o país de Canaã. Moisés
tem, a partir de então, uma missão grandiosa:
guiará o povo de Israel até a Terra Prometida e
transmitirá aos homens a mensagens de Deus nos
dez mandamentos.
Moisés voltou, então, ao Egito, para junto do
seu, os hebreus e ordenou ao faraó, que deixasse
os escravos israelitas partirem para sua terra,
porque era ordem de Deus. Diante da recusa do
faraó, Deus castiga o Egito com dez terríveis
pragas, narradas na Bíblia. Finalmente o faraó
cede e o povo de Israel parte livre: é o Êxodo,
isto é, a saída do Egito.
Moisés conduziu os hebreus através do deserto
do Sinai. Pela segunda vez, Deus se revela a
ele, lhe dará as Tábuas da Lei, com dez
mandamentos, e faz com os israelitas uma
aliança, um pacto. Ele os protegerá até a
entrada na terra de Canaã, mas em troca exigirá
do seu povo obediência absoluta a suas leis.
Deus, com efeito, dita a Moisés as leis que
regerão a vida dos israelitas. As 10 primeiras
são particularmente importantes: são os Dez
Mandamentos da Lei de Deus.
Conquista de Canaã
Depois que saíram do
Egito, os
hebreus atravessaram o
mar Vermelho(literalmente) e passaram
quarenta anos errando pelo
deserto da Líbia e pelo
deserto da Arábia até que finalmente
chegaram às fronteiras da
Terra Prometida (atualmente Estado de
Israel).
Moisés morreu.
Josué, seu sucessor, lança uma
guerra contra os cananeus e venceu seus
adversários próximos. O país dos cananeus
torna-se então país de
Israel.
Deus teria cumprido sua promessa.
Juízes
Uma vez estabelecidos na terra de Canaã, os
hebreus precisavam de uma autoridade para
liderá-los nas batalhas contra os filisteus e
coordenar as atividades do povo. Foram os
juízes, e entre eles se destacaram Josué,
Sansão, Gedeão e Samuel. Depois dos juízes,
fundou-se o reino de Israel, que passou a ser
comandando por um rei.
Monarcas
Davi e Salomão foram os reis mais gloriosos
da história de Israel.
Davi concluiu a conquista da terra de Canaã e
fundou o reino de Israel. Expulsou do país os
temíveis filisteus e escolheu Jerusalém como
capital. Foi um rei poeta e escreveu muitos
salmos (hinos religiosos) que se encontram na
Bíblia Sagrada.
Durante o reinado de Salomão (filho de Davi),
Israel progrediu muito. Salomão mandou construir
palácios, fortificações e o Templo de Jerusalém.
Dentro do templo ficava a Arca da Aliança, que
continha as Tábuas da Lei, onde estavam gravados
os Dez Mandamentos que Deus tinha ditado para
Moisés no Monte Sinai, quando os hebreus vinham
do Egito para Canaã.
A maioria do material usado nas construções
foi importando de Tiro, na Fenícia. As
importações de madeira (principalmente o
cedro-do-líbano), ouro prata e bronze foram tão
exageradas que empobreceram o país. O dinheiro
arrecadado com os impostos não era suficiente
para pagar as dívidas. Para sustentar os gastos
e os luxos da corte, Salomão aumentou os
impostos e obrigou a população pobre a trabalhar
em obras públicas. Além do mais, a cada três
meses 30.000 hebreus se revesavam no trabalho
das minas e das floresta da Fenícia na extração
de madeira, como forma de pagamento da dívida
externa de Israel com a Fenícia.
A administração de Salomão descontentou o
povo, mas ele passou à história como um grande
construtor, e principalmente como um rei cheio
de sabedoria.
Invasões
estrangeiras
Israel esteve sob o poder de outros povos por
várias vezes. Depois que se dividiu em dois
Estados adversários - Israel ao norte e Judá ao
sul -, o povo caiu prisioneiro dos assírios e
babilônios. Em seguida, entre outras invasões,
esteve sob o poder dos persas e romanos. No ano
70 d.C., o imperador romano Tito destrói
completamente a cidade de Jerusalém. O povo
judeu, a partir de então, espalhou-se pelo mundo
(foi a chamada Diáspora) e só consegui se reunir
no território atual, em 1948, quando foi fundado
o Estado de Israel.
Religião
Muito fracos do ponto de vista familiar, os
hebreus foram várias vezes conquistados por
outros povos e até levados como escravos para a
Babilônia (o cativeiro da Babilônia). Mas
resistiram a inúmeras dificuldades ao longo dos
séculos, e unidos em torno de seus preceitos
religiosos, continuam ainda hoje como povo.
Desempenharam um papel muito importante na
parte da religião e da moral, deixando uma
enorme influência em todo o mundo ocidental,
desde a Europa até as Américas.
Praticavam o monoteísmo, com a crença em
Javé, Deus criador de tudo, universal,
invisível, espírito todo-poderoso, que não podia
ser representado por meio de estátuas ou
imagens. Deveria ser adorado "em espírito e
verdade". Os sacerdotes eram também chamados de
levitas, porque pertenciam à tribo de Levi, uma
das doze tribos de Israel.
Nos mil anos que antecederam o nascimento de
Jesus Cristo, os hebreus fixaram por escrito sua
história, suas leis e suas crenças.
Todos esses dados se encontram na primeira
parte da Bíblia, chamada de Antigo Testamento,
que é a parte seguida pelos hebreus.
A Bíblia é um livro sagrado não só para os
israelitas como também para os cristãos.
Festas e dias
santificados
O sábado é consagrado à vida religiosa. Todo
o trabalho é proibido. Esse dia é reservado para
o encontro entre pessoas da família, para a
oração e o estudo da Bíblia (Antigo Testamento).
As festas israelitas comemoram, em geral,
acontecimentos históricos, religiosos e
agrícolas. A mais solene delas é o Yom Kippur (o
Grande Perdão): a pessoa se arrepende de suas
faltas e Deus a perdoa se o arrependimento for
sincero.
Atingamente, entre os judeus, honrava-se a
Deus por meio de sacrifícios de animais
(holocaustos) e por meio de ofertas. Atualmente,
com a Diáspora (dispersão pelo mundo), os judeus
se reúnem em lugares de culto chamados
sinagogas. A oração e a leitura da Bíblia
(Antigo Testamento) tornam-se atos essenciais na
vida dos judeus.
Esperança de um
novo Messias
Em toda a história de Israel, alguns homens
exerceram uma influência especial: são os
profetas. Os profetas são pessoas insipiradas
por Deus, são os porta-vozes dele. A partir do
século VII a.C., eles já anunciam uma grande
esperança: a vinda de um Messias, um enviado de
Deus, para transformar o mundo, fazer reinar a
paz, a justiça e o amor e reunir novamente o
povo de Israel para viver em paz em sua própria
terra. O povo de Israel continua ainda hoje
aguardando um messias salvador, que de acordo
com a crença dos cristãos já veio na pessoa de
Jesus Cristo.
Direito religioso
À espera do messias, o judeu deve tender à
santidade, observando a lei e as regras de vida
(a moral judaica). As leis estão contidas num
livro chamado Torah.
Elas se referem a todos os aspectos da vida:
o culto, o trabalho, a vida familiar, a
alimentação, as vestimentas, as punições das
faltas, etc.
As leis do Torah são explicadas por mestres
chamados rabinos. Os comentários dos rabinos
sobre as leis estão contidos num enorme livro
Talmud.
Ligações externas